Aos poucos fomos perdendo o medo do Piloto-Guarda-Armado. Escutamos um breve relato que fez questão absoluta de falar e logo depois de ouvi-lo, juntos, nós os amigos, ja com as pernas destravadas do medo, decidimos que a procura do piloto era necessidade real e ele estava mesmo em apuros.
Resolvemos que quem poderia ajudar o piloto era o pai de um dos amigos, seria aquele que já tinha conhecimentos e pratica no assunto mecânico, e por sinal ele era o mecânico especialista em ônibus e motores, daí, foram então, correndo buscar o dito cujo mecânico. O piloto do Helicóptero, eu e algumas pessoas curiosas, que foram se aproximando ficamos aguardando, enquanto isso o povo, cada vêz mais iam chegando lentamente para acompanhar o acontecido, alguns curiosos também faziam perguntas das mais variadas ao piloto.
Meus amigos demoraram para voltar uma ou duas horas, sei - lá, mas fiquei sabendo bem mais sobre helicópteros que eles porque as perguntas feitas pelo pessoal do bairro eram bem diferentes das que eu iria fazer, isso me deu uma frente boa para conhecer a máquina de voar. Antes de escurecer totalmente, voltei à rua onde tinha iluminação e fiquei aguardando a volta de meus amigos.
Já bem escuro, com a noite caída, as luzes da rua acesa e bem iluminada, chegou junto com meus amigos, o mecânico. Ele pediu uma boa lanterna para ir até o piloto através da trilha feita no mato pela turma que correu ao encontro da aeronave e tentar então resolver o dilema da gasolina, essa lanterna eu tinha, corri até minha casa e instalei umas pilhas novas, falei com minha mãe que iria a uma missão importante, meu pai queria saber qual era essa missão, mas como estava no banho, não pude informar o acontecido e o que estava acontecendo, então, sai correndo de casa com a lanterna em uma das mãos e o estilingue na outra, também tinha no imbornazinho algumas pedras preciosas para uso no estilingue, um pedaço grande de rapadura e um meio pão doce bananinha duro, e alguns gomos de cana descascada, isso tudo eram como a formula mágica da sobrevivência, amuletos da felicidade, se eu precisa-se tinha algumas coisas em mãos para uso como proteção e então, correndo, fui até onde os colegas estavam junto com o mecânico bem no final da rua onde tinha o último poste de iluminação pública e partimos rumo ao mato escuro do campo, pela trilha feita as pressas pelos amigos para o encontro do piloto.
Segue.
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