segunda-feira, 25 de junho de 2007

Enfim o mecânico

Fomos mato adentro, no escuro, com duas lanternas uma minha e outra que apareceu nas mãos de meu colega, rumo ao helicóptero. Estávamos a uns duzentos metros de distancia e dava para ver o foco de algumas lanternas passando por todos os lados do helicóptero, uns focos correndo pelo campo e tinha também muitos vaga-lumes. Sabendo onde pisava, adiantei o passo e puxava a fila de cinco pessoas, rapidamente chegamos onde estava pousada a maquina voadora.

Já não via o piloto, tinha muita gente curiosa como nós, ele estava perdido misturado com todos ali no escuro. O mecânico, sem perder muito tempo, foi direto para onde fica instalado o motor, notou que a maquina estava ainda com cheiro de óleo, querosene e gasolina. Não se contentando com a novidade, foi escalando a estrutura de montagem da máquina para ver mais, deu uma empurrada na hélice que balançou, mas não girou, tentou novamente e nada, então com essa atitude, apareceu o piloto, pedindo para que não meche se na aeronave.

- Por favor, não ponha as mãos na hélice, e desça do helicóptero.

- Claro, sou o mecânico que você pediu para vir ate aqui para ajudar!

-A maquina, esta sem problemas, esta pronta para voar a qualquer momento, só não tenho combustível, preciso ir imediatamente a cidade próxima onde tem uma base aérea, onde estão me aguardando.

- Estamos a vinte minutos de lá, e para levá-lo só tenho uma caminhonete bem velha, mas se preferir podemos ir de ônibus que agora a pouco acabei de consertar e gostaria de fazer um teste na estrada. Mas o Senhor vai deixar esse helicóptero aqui, as pessoas vão invadir e podem ate danificar alguma coisa, como vai fazer?

- Entre na cabine, dê a volta entre pelo lado de lá.

O meu amigo mecânico, pai dos dois colegas que estavam juntos, entrou na cabine em um salto só, sentou no banco ao lado direito do painel de controle enquanto o piloto foi ao seu lado esquerdo, ficaram uns dez minutos lá dentro conversando baixinho, enquanto a gente se esforçava para ouvir algo, quando saíram, já tinham uma estratégia a seguir.

Sem muitos rodeios, o mecânico pediu a um de seus filhos para que fossem a casa do avô e pedissem para que o primo que morava por lá viesse rapidamente, fardado onde todos nós estávamos.

Era o filho mais velho do mecânico, e numa arrancada, saiu correndo mato a fora, mas voltou rapidamente pegou uma lanterna e saiu novamente correndo para ir buscar o primo.

Eu e mais algumas pessoas ficamos rodeando o helicóptero com a lanterna, e para nossa surpresa o piloto resolveu a nos contar sobre algumas das viagens que tinha feito com a maquina.

Continua...

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